Andando pelas ruas do meu bairro,
em um cenário muito prosaico e bucólico, me peguei em dúvida: será que estou
acordado ou dormindo? Pode parecer meio ridículo, ou fugaz, mas e quantas às
vezes você, e eu, não teve um sonho e se pergunto, durante o sono, se estava
acordado ou dormindo? Por que uma situação se qualifica mais “verdadeira” do
que outra? Isso é discussão para uma outra hora.
Pensando através de uma forma mais
filosoficamente, como podemos confiar tanto na razão quanto nos sentidos na
construção e entendimento do conhecimento, tanto no âmbito material quanto
metafísico, pois ambos já se provaram falhos e imprecisos. Dessa forma me
pergunto como podemos caracterizar o que é a realidade e o que de
fato acorre em nosso entorno.
Acredito que há duas soluções para
esse pequeno problema, o primeiro e talvez o mais fácil de se concluir, não que
traga alguma forma de desolação intelectual e emocional, é que essa realidade
não existe. Essa lição, a negação de tudo, é ensinada muito pelos filósofos
alemães pós-Schopenhauer e seu pessimismo.