Estou para redigir esse texto
desde o último final de semana. Mas, como diria Getúlio Vargas, forças ocultas
se levantaram contra a minha pessoa. E há vários motivos para que essas forças
ocultas se levantassem, afinal falarei de um tema bem espinhoso: o direito para
escolher quando morrer. O leitor mais atento reparou que eu utilizei apenas o
direito a morrer, não o de morrer quando em estado terminal. O caminho pelo qual
trilharemos é espinhoso, torto e com diversas armadilhas, afinal poucos tabus
são maiores do que a morte na nossa sociedade. Há uma verdade miríade de
assuntos correlatos a morte que nos levam a ter uma opinião sobre ela, passando
pela biologia até a moral religiosa.
Meu estopim para finalmente
escrever sobre o assunto foi a morte da norte-americana Brittany Maynard, que
escolheu o caminho do suicídio assistido para não sofrer e causar sofrimento.
Maynard tinha um caso grave de tumor cerebral que a faria definhar com o tempo,
então, em uma atitude muito corajosa, resolveu acabar com o seu sofrimento e
daqueles que os rodeavam.
