Num desses domingos quaisquer, dia
deveras ordinário o domingo, papai me ensinou um preceito budista; não que ele
– muito respeito com ele! – seja alguma douta autoridade, em assuntos
religiosos ou filosóficos, acredito inclusive que nem é muito muito do seu
gosto ou feitio sair aconselhando as pessoas. Mas o tal preceito alegrou o tal
do meu domingo: “Quando não tiver mais
nada o que fazer ou pensar, sorria”. Fiquei matutando algumas horas, e
ainda matuto, sobre tal preceito. Cheguei a uma conclusão: que deveria sorrir
mais.
Confesso que não sou muito bom na
arte do sorrir, pareço um tanto quanto bobo quando o faço, mas é uma grande
alegria sorrir. Pense bem. Quando sorrimos das coisas mais bobas, banais, esses
os são verdadeiros sorrisos e assim iluminamos nossas almas, trazemos uma
alegria imensa para nossas almas. Quase sempre tolhemos nosso direito de
sorrir, de gargalhar, de rir. Nos privamos da felicidade, da alegria, do
prazer, do joie de vivre.