Antes de voltar a falar de
assuntos que me são externos, têm vários assuntos no noticiário que despertaram
interesse em mim, e acho que me merecem a minha singela atenção, permita-me,
leitor, a ainda escrever sobre alguns assuntos internos.
Sou adepto do que chamo de
misantropia seletiva: apesar de não gostar de conviver com pessoas, de modo
geral tenho, basicamente medo do ser humano, algumas poucas pessoas me são
muito caras. Minha família e meus amigos, basicamente.
O problema aqui é conceitual: ser
família não significa apenas compartilhar um linhagem de sucessivas heranças e
misturas genéticas, nem uma linha hereditária, família acredito ser algo muito
mais profundo, uma ligação muito mais profunda; já a amizade talvez seja o mais
puro dos amores, pois ela trespassa gênero, crença, costumes e tudo o que tiver
pela frente. Sócrates, através de Platão, considera-o um dos mais puros dos
amores possíveis.
