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segunda-feira, 2 de junho de 2014

A Física de Jornada nas Estrelas

Em A Física de Jornada nas Estrelas, o físico teórico norte-americano Lawrence M. Krauss, conhecido por ser um dos percursores da teoria da Matéria Negra, faz um balanço sobre o que pode ser possível e o que é meramente ficção científica em uma das séries mais amadas da história da televisão: Jornada nas Estrelas (Star Trek).
O livro é escrito em uma linguagem muito acessível, de maneira que qualquer pessoa com o mínimo de conhecimento em Física, talvez apenas algumas teorias ensinadas amplamente no Ensino Médio.
Eu, como trekker (palavra que designa um fã do seriado) e admirador de ciência, adorei o livro, justamente por conta disso, não há nenhuma equação em todo o livro, o que simplifica, e muito a leitura, diferentemente de outros textos de divulgação científica.
Um dos pontos positivos do livro é que ele parte do princípio que é uma leitura tanto para trekkers quanto para não o público geral, assim ele toca em temas científicos que são os mais comentados da série – como viagem no tempo, teletransporte e vida inteligente alienígena. Tudo com um embasamento teórico muito forte.

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Ciência Tem Gênero?


Hoje de madrugada, a insônia bateu forte, então resolvi curá-la com algo incrível: o seriado de divulgação científica Cosmos: A Spacetime Odissey (exibido pelo canal pago NatGeo, às quintas, às 22:30), apresentado pelo Dr. Neil DeGrasse Tyson, uma verdadeira obra-prima para quem gosta de ciência e entretenimento, as animações são incríveis, o texto é extremamente acessível, do ponto de vista leigo, evidentemente, e pedagógico.
O episódio dessa madrugada: Sisters of the Sun, que explora a astronomia e a astrofísica do nosso céu estrelado, tendo como pontapé inicial as Plêiades, um aglomerado de estrelas aberto, de espectro tendencial para o azul, formado por estrelas brilhantes e quentes na Constelação de Touro.

terça-feira, 6 de maio de 2014

Como assim Você É Ateu?

Como falei na minha crônica sobre ter depressão (leia aqui), eu sou ateu. Mas calma, sou uma boa pessoa. A ideia de escrever esse texto, que sempre esteve na minha cabeça, veio depois de algumas conversas com os pais dos meus alunos.
Não sei muito por qual motivo, a maioria dos pais dos meus alunos me questiona qual a minha religião. Acredito que pelo fato da religião fazer um grande papel na educação das pessoas, basta ver quantos colégios, escolas e universidades, têm alguma orientação religiosa.
A reação de quando falo sou ateu é quase sempre a mesma: espanto. Muitos deles confundem o fato de ser ateu, ou seja, negar ou não conceber a existência de um deus pessoal, com não ser católico, muitos me perguntam se eu sou evangélico, não sei o porquê. Alguns já me perguntaram se eu era judeu, mulçumano...
No senso comum, as pessoas tendem a confundir a religião com fé. Apesar de estarem bem próximas uma da outra, elas não são exclusivas uma da outra. Você pode ser cristão (fé) e não ser católico, protestante ou neopentecostal (religião).