Como falei na minha
crônica sobre ter depressão (leia aqui),
eu sou ateu. Mas calma, sou uma boa pessoa. A ideia de escrever esse texto, que
sempre esteve na minha cabeça, veio depois de algumas conversas com os pais dos
meus alunos.
Não sei muito por
qual motivo, a maioria dos pais dos meus alunos me questiona qual a minha
religião. Acredito que pelo fato da religião fazer um grande papel na educação
das pessoas, basta ver quantos colégios, escolas e universidades, têm alguma
orientação religiosa.
A reação de quando
falo sou ateu é quase sempre a mesma: espanto. Muitos deles confundem o fato de
ser ateu, ou seja, negar ou não conceber a existência de um deus pessoal, com
não ser católico, muitos me perguntam se eu sou evangélico, não sei o porquê.
Alguns já me perguntaram se eu era judeu, mulçumano...
No senso comum, as
pessoas tendem a confundir a religião com fé. Apesar de estarem bem próximas
uma da outra, elas não são exclusivas uma da outra. Você pode ser cristão (fé)
e não ser católico, protestante ou neopentecostal (religião).

