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segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Segregação Não É Solução


Há algum tempo que gostaria de falar sobre esse assunto, mas as correrias da vida, meus projetos literários e outros compromissos me impediram de me debruçar sobre tal ele. E qual é ele? A proposta do governo de São Paulo de criar vagões exclusivos no Metrô e nos trens da CPTM para mulheres nos horários de pico. É o chamado vagão cor-de-rosa.
Bem, nada como punir a vítima pelo abuso sofrido. Por que segregar? Já ouço vozes dizendo que é melhor assim, que blábláblá. Esse projeto fere, no mínimo, o espírito republicano, que se baseia na igualdade de todos, não importando gênero, raça e crença, perante à lei e à sociedade.

segunda-feira, 19 de maio de 2014

#somostodosmachistas


No domingo passado (11/05), pela quarta rodada do Brasileirão, jogaram Atlético-MG e Cruzeiro, clássico maior de Minas Gerais. Gostaria muito que o principal assunto da partida fosse exclusivamente os lances, os gols e, até, as polêmicas. É disso que se trata o futebol como esporte.
Porém, e há sempre ressalvas, não trataremos sobre os aspectos esportivos do match, ou cotejo, como preferirem. Foi com horror que fiquei sabendo, não assisti ao vivo o jogo, que a auxiliar Fernanda Colombo Uiliana, aspirante à FIFA, ou seja, competente e profissional, fora hostilizada por um erro que cometera.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Não É Por 25%

Na última sexta-feira, dia 04 de abril, a mídia vinculou a notícia que o Ipea (Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas) se equivocou ao divulgar na semana anterior dados sobre a violência sexual contra as mulheres no Brasil; já tratei desse assunto aqui.
Originalmente, para a resposta a seguinte pergunta: “mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas?”, ou seja, é culpa vítima sofrer uma violência ou não?, 65% dos entrevistados disserem que... sim. No dia 04 o Ipea se pronunciou que, por um erro de digitação, o dado real era de aproximadamente 25%. Ou seja, 1 em cada 4 entrevistados concorda bisonhamente com essa ideia. Isso, comparativamente, é quase o dobro do número de brasileiros com diploma universitário, que gira em torno de 10% segundo o IBGE.