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terça-feira, 26 de maio de 2015

Diário de um Professor: A Pedagogia da Violência

Nas últimas semanas, em todas as esferas de comunicação, uma discussão tem sobressaído: a votação da PEC 171/93, que reduz a maioridade penal no Brasil de 16 para 18 anos. Não pretendo, agora, discutir com você, leitor, sobre o mérito dessa proposta de emenda constitucional, pois ainda não consegui formular uma posição definitiva sobre o tema. Acredito que há justificativas racionais em ambos os lados do debate, que em sua maioria tem sido elaborado pelo fígado e não pelo cérebro. A discussão deve ganhar ainda mais visibilidade com a morte, por um menor de idade, do cardiologista Jamie Gold no Rio de Janeiro no último dia 20.
Um dos fatos que mais me saltou aos olhos desse caso foi que o menor já havia indo e voltado diversas vezes tanto de ações sócio-educativas como de ações punitivas. Salta-me aos olhos pois o sistema de correção juvenil apresenta no Brasil um baixo índice de reincidentes.

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Diário de um Professor: Enfim, me Venceram

Às vezes, ser professor não faz o mínimo sentido. Temos que, ao mesmo tempo, ser profissionais e exercemos nossa profissão com maestria e ser uma espécie de santos que recebem apenas com amor e carinho pelas suas funções. Faz sentido você chegarmos para um CEO e falar para ele: “olha, você vai ganhar um salário bem abaixo das suas necessidades, mas sabe como é, você faz isso por amor, contente-se.”. Para mim, sentido não faz algum.
Nós, os professores, estamos em luta por melhores condições de trabalho e uma remuneração, ao menos, decente. Durante meu período na faculdade muitos dos meus colegas simplesmente não queriam ouvir falar em magistério para seu futuro profissional. Ou seja, em uma das melhores universidades brasileiras, em um curso que é atrelado ao ensino, formam-se, de fato, poucos professores. Não culpo meus colegas e pares.