Dias atrás, por conta do trabalho,
tive que fazer uma longa, longa viagem de táxi. É bom apontar que adoro
conversar com pessoas, ditas, comuns: atendentes de lojas, taxistas, cobradores
de ônibus, vendedores, porteiros, etc. Acredito profundamente que se você
quiser conhecer o âmago de uma determinada sociedade você precisa conhecer a
visão dessas pessoas que formam as camadas bases dessa sociedade. O taxista,
Edmilson, como o zagueiro pentacampeão, era um desses tipos simpáticos, que
adoram conversar e que não tem medo de se expressar, daí foram duas vontades
que se uniram, a dele de conversar e a minha de ouvir.
O Edmilson, nosso taxista, porém
era do tipo que é totalmente contrário à tudo aquilo que acredito: sonha que os
militares voltem ao poder, quer que menor infrator, não importando o delito,
seja trancafiado, acha que bandido bom é bandido morto, acredita que
professores não tem o direito de fazer greve, etc. Edmilson, enfim, era um
conservador e reacionário, de quatro costados, nada dessa onda neocon de
Facebook. Ele me disse que acreditava que o último bom político foi o Doutor
Paulo e que o governador Alckmin estava trilhando um belo caminho para se
tornar um bom presidente.
