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terça-feira, 24 de novembro de 2015

Deu Pra Ti, Baixo Astral...

No último feriado, fiz algo que há 10  anos venho atrasando: fui para Porto Alegre, após dez anos. Dez longos e tenebrosos  invernos.
A cidade tem um papel fundamental na minha vida, no meu estado de espírito, pois é o lugar aonde mais me sinto em casa, apesar de ter nascido em São Paulo. Não sei explicar, mas existe algo nas ruas da cidade que me completa, algo quase simbiótico. Para quem me conhece minimamente, sabe da importância que a urbe tem, foi lá que tive meus primeiros amores e desamores, criei uma verdadeira guilda de amigos, aprendi a ser feliz, a ser triste, etc. etc. etc. Porto Alegre me proporcionou uma verdadeira educação das afetividades.
Retornar depois de tantos anos, que no momento em que meus amigos me apanharam no Salgado Filho se tornaram ao mesmo um mísero instante e um infinito. Poeticamente, a década ausente durou uma batida do coração.

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Diário de Bordo, Data Estelar 68173.2

Viventes e leitores, estou de volta ao Grão-Tucanato da Paulicéia, onde o cinza é mais cinza, o verde mingua, e, pelo andar da carruagem, vamos precisar de muita esperança para vermos a situação do fornecimento dos recursos hídricos reestabelecidos. Vamos ter que prender a respiração, porque a jornada vai ser complicada. Eu já estou até pensando em adotar um outro cachorro e chama-lo de Baleia.
Passei 10 dias em Sete Lagoas, Minas Gerais, na antessala do Sertão – aliás, esse Sertão, em caixa alta, vai ser tema de um ensaio literário para breve – me recuperando de um surto de ansiedade e depressão que quase me levou à decisão final.