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quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Paixão e Razão

Um bom lugar para praticar a filosofia Heideggeriana
Se não me engano, e pode ser que esteja, foi o filósofo alemão Martim Heidegger que sentenciou que o fazer filosófico só pode ser operado quando o sujeito está livre das paixões, ou seja, para usarmos a razão de forma crítica, positiva e propositiva, é preciso estar com o espírito calmo, como um lago sem perturbações. Claro que os gregos, lá na Antiguidade, já haviam nos alertado sobre esse necessidade de paz interior para “pensarmos melhor”.
É preciso serenidade para filosofar.
Sou, podemos por assim dizer, uma pessoa racional, ou pelo menos tento; compactuo com o mestre alemão que a razão é melhor utilizada quando estamos serenos e afastamos as paixões do cerne do objeto ou problema a ser pensado.

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Deus e o Diabo na Mesa de Reunião

O que o blogueiro tem vontade de dizer quando
alguém começa a rezar no firmão.
Há alguns meses resolvi me bandear para o “mundo corporativo”, deixei minhas atividades pedagógicas e criativas um pouco de lado e comecei a trabalhar numa empresa multinacional. Foram vários motivos que me levaram a isso, e acho que não é interessante expor aqui as minhas motivações pessoais nesse caso.
Constatei que vivia numa pequena e confortável bolha: convivia muito com alunos do ensino base, com a minha família e com colegas de curso e profissão. Tinha outro entendimento do mundo, muito por conta das similaridades nos discursos, na ideologia, na visão de mundo e realidade.
Para mim, foi um choque conhecer, numa só leva, tantas pessoas evangélicas, praticantes ou não, o mais estranho e absurdo que isso possa parecer. Foi um choque, e súbito diga-se de passagem, perceber como o discurso religioso e místico está impregnado na estrutura social que nos rodeia.

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Deu Pra Ti, Baixo Astral...

No último feriado, fiz algo que há 10  anos venho atrasando: fui para Porto Alegre, após dez anos. Dez longos e tenebrosos  invernos.
A cidade tem um papel fundamental na minha vida, no meu estado de espírito, pois é o lugar aonde mais me sinto em casa, apesar de ter nascido em São Paulo. Não sei explicar, mas existe algo nas ruas da cidade que me completa, algo quase simbiótico. Para quem me conhece minimamente, sabe da importância que a urbe tem, foi lá que tive meus primeiros amores e desamores, criei uma verdadeira guilda de amigos, aprendi a ser feliz, a ser triste, etc. etc. etc. Porto Alegre me proporcionou uma verdadeira educação das afetividades.
Retornar depois de tantos anos, que no momento em que meus amigos me apanharam no Salgado Filho se tornaram ao mesmo um mísero instante e um infinito. Poeticamente, a década ausente durou uma batida do coração.

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Jihadistas na Vila Carrão

Mulheres utilizam o hijab tradicional
Os últimos episódios de terrorismo ao redor do mundo tem mostrado, mais uma vez, o lado mais feio, sim, estou sendo pueril, da humanidade. Seja por conta dos ataques em si, para mim que não professo fé alguma, não faz sentido você tentar dominar alguém por conta de uma crença, de meia dúzia de conceitos metafísicos, apesar de respeitar e entender quem tenha fé, seja por conta das consequências sociais sejam elas políticas/militares.
É urgente notar que, não importa as ações militares ou políticas, o terror ganhou a guerra. As cicatrizes geradas por uma série de ações e reações, todas truculentas e atabalhoadas, gerou o novo arranjo geopolítico do século 21.
Não há mais como fechar a caixa de Pandora: para o Ocidente, em termos gerais, todo muçulmano é um terrorista-jihadista-fundamentalista em potencial, e para o Islã todo ocidental é um sionista-imperialista-inimigo-da-fé em potencial.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Edmilson, o Taxista

Dias atrás, por conta do trabalho, tive que fazer uma longa, longa viagem de táxi. É bom apontar que adoro conversar com pessoas, ditas, comuns: atendentes de lojas, taxistas, cobradores de ônibus, vendedores, porteiros, etc. Acredito profundamente que se você quiser conhecer o âmago de uma determinada sociedade você precisa conhecer a visão dessas pessoas que formam as camadas bases dessa sociedade. O taxista, Edmilson, como o zagueiro pentacampeão, era um desses tipos simpáticos, que adoram conversar e que não tem medo de se expressar, daí foram duas vontades que se uniram, a dele de conversar e a minha de ouvir.
O Edmilson, nosso taxista, porém era do tipo que é totalmente contrário à tudo aquilo que acredito: sonha que os militares voltem ao poder, quer que menor infrator, não importando o delito, seja trancafiado, acha que bandido bom é bandido morto, acredita que professores não tem o direito de fazer greve, etc. Edmilson, enfim, era um conservador e reacionário, de quatro costados, nada dessa onda neocon de Facebook. Ele me disse que acreditava que o último bom político foi o Doutor Paulo e que o governador Alckmin estava trilhando um belo caminho para se tornar um bom presidente.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Ano Novo no Retrovisor


(Criado durante a viagem de volta de uma festa de Réveillon em Franco da Rocha)
Voltando da festa e fui pego, invariavelmente, por um misto de nostalgia e esperança.
Não há, depois de festejar a chegada de um novo intervalo determinado de tempo, e escapar inapelavelmente desses sentimentos.
Me peguei a fazer listas sobre o ano recém-morto. E meu ano, infelizmente, não foi nem um pouco e, em muitos casos, nem um pouco aprazível.
Há um acalanto, entretanto, aqui: não vejo como 2015 pode ser pior que 2014. Se igual, já estou preparado para pior; se melhor, apenas benesses.
Chegada é a hora de, ainda preocupado com o retrovisor, da esperança renovar.
E, sem resignação, aguardar.


E o resto é vida que segue.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Feliz Natal

Desde sempre, tenho uma ligação muito especial com o Natal. Mesmo sendo, como sabe-se, ateu. Minha ligação com o Natal, e com o Ano Novo, é muito mais familiar do que espiritual; tento na medida do possível não acreditar em nenhum tipo de misticismo, seja ele de qualquer natureza. As Festas, em casa, sempre, ao menos no olhar da criança, foram uma oportunidade momentânea de se enterrar a machadinha e reunir um grupo de pessoas que compartilham ligações genéticas e sanguíneas, além das ligações de afetividade. Se de fato tudo não passava de um jogo de cena, não estou disposto a especular e nem explorar.
Resumindo: mesmo carregando enormes críticas ao pensamento mágico e à ética do capital, eu gosto muito do Natal.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Afastamentos

Tudo aconteceu muito rápido, como, aliás, quase tudo nesse mundo hiperconectado e de relações tão incrivelmente diluídas e difusas. Hoje, sabemos, por fotos, o que todos comemos em uma reunião casual, mas, sem ofender, realmente nos relacionamos entre si? Pois é.
Voltando.
Bastaram uma eleição e um punhado de investigações político-juridícas para uma dura realidade bater bem à minha cara: minhas amizades começaram a de fato rarearam, ou simplesmente, acabaram. Não ponho na conta, tal fenômeno, da suposta polarização partidária que vivemos, as ideologias políticas aportadas em bandeiras partidárias no Brasil são meramente fugazes. As diferenças fraternas eram, são, muito mais profundas do que qualquer derby político.

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Por Amor À Argumentação

Como todos sabemos, moro na região da Avenida Paulista e sabemos, mais ainda, que durante o final de semana que passou tivemos uma manifestação, todos têm direito a se manifestar em um estado de direitos, contra a eleição da presidente Dilma. Afinal vivemos, mesmo que ainda não percebam, em uma democracia frágil e ainda engatinhando. Vivemos aquele que um dia virá a ser a Idade de Ouro da nossa democracia. Ao áureo metal me refiro como questão histórica, não como governo(s), nosso tempo ainda vai ser lembrado como o tempo em que votamos para presidente, tiramos o mesmo do poder, elegemos um intelectual, um metalúrgico e uma ex-guerrilheira.
Não podemos perder o foco, por isso voltemos.

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Horário de Almoço: uma crônica sobre política


OBS.: O texto que seguirá é de cunho altamente ficcional, baseado na minha imaginação e vivência, qualquer semelhança com a realidade, fatos e pessoas, vivas ou mortas, não é mera coincidência.

Estava na firma, no trabalho para quem é fora de Sampa, ontem, no dia seguinte ao penúltimo debate presidencial na televisão. Como sabemos, além do clima xoxo e o debate em-si raso, ele foi marcado, ou melhor: maculado, pela declaração homofóbica do candidato do Partido Renovador Trabalhista Brasileiro, Levy Fidelix em resposta à pergunta elaborada pela candidata Luciano Genro, do Partido Socialismo e Liberdade.
Na hora do almoço, depois de um PF meio safado, entre um café e outro, começaram a discutir a declaração do simulacro de Sr. Spacely, eu apenas a ouvir:

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Brahms, Debussy, Ravel


Ontem, no maior espírito de ser paulistano, cumpri uma promessa, empenhada há mais de cinco anos: levar a minha esposa, e não a mulher que mora comigo (essa ironia é bem direcionada), para ir no Theatro Municipal. Ambos gostamos muito de música, eu um pouco mais, e fora o que somos apaixonados pelo centro de São Paulo e sua arquitetura tão eclética, no sentido de ecletismo mesmo.
O programa era muito atraente: Concerto para Violino em Ré Maior, op. 77 de Johannes Brahms, La Mer de Claude Debussy e a segunda suíte do balé Daphnes et Chlöe de Maurice Ravel. A Orquestra Sinfônica do Theatro Municpal foi regida pelo britânico Alexander Joel, e teve como solista o russo Boris Belkin. Aqui dois apartes: não sei vocês, mas para mim, quase todo solista, ainda mais virtuoso, ainda mais de violino ou de piano, é oriundo de algum país que um dia já fora membro do Pacto de Varsóvia; e segundo: não gosto do termo maestro, e sei que diversos músicos também não gosto, assim como também não gosto do termo regente, bem em voga ultimamente, pois ele vem do verbo reger, que vem do régio poder, nessa parte eu prefiro os termos em inglês (conductor) e em francês (conducteur), afinal, leigamente, acredito que o papel do condutor, ou regente, ou maestro, é justamente conduzir a orquestra em seus ensaios e em suas apresentações.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Carta Aberta de um Palmeirense

Anteontem, dia 21, foi meu aniversário; meu 32º natalício. Nasci em São Paulo, em 1982 (o melhor ano da música do século 20). Para comemorar, dividi as festividades em duas frentes: nesse final de semana, viajei para Itu, cidade próxima da capital, conhecida por seus exageros e por ser berço do movimento republicano brasileiro; e, no domingo que vem, vou pela primeira vez assistir um concerto no Theatro Municipal de São Paulo.
A viagem para Itu foi muito boa, já conhecia a cidade, de várias viagens escolares para a cidade, mas conheci de fato conhecer a cidade, principalmente pelo seu patrimônio histórico da era imperial brasileira. Fora o passeio urbano, feito de caminhares de mãos entrelaçadas, fiz um outro passeio que me chamou muito atenção: conhecer a Estrada Parque, antiga Estrada dos Romeiros, que liga Itu a Cabreúva, margeando o Rio Tietê, que, uma pena, paga pela urbanização desenfreada e irresponsável da Grande Metrópole.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Um Paulistano


OBS.: O texto que se seguirá é de cunho altamente ficcional, baseado na minha pura imaginação, qualquer semelhança com a realidade, fatos e pessoas, vivas ou mortas, é mera coincidência.

Meu bom leitor, proponho um exercício de criatividade hoje. Imaginemos uma pessoa nascida na capital do estado de São Paulo, mais ou menos nos anos 1980. Essa pessoa é oriunda de uma família estável, morou a vida inteira em um bairro de classe média típico, digamos o Jabaquara, educado em boas escolas, mesmo quando eram públicas, com muito esforço seu, e de seus pais, entrou na USP, conseguiu alguma independência financeira, no começo do entendimento da vida política tinha medo do PT, pelo fato de ser... o PT, tinha uma leve admiração pelo Mário Covas, influenciado pela mãe, principalmente.

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

La Vieja

Às vezes as crises de insônia que me acometem têm repercussões superpositivas, na maioria dos casos sou eu apenas olhando para o teto sem muito no que pensar ou pensando em bobagem.
Nesse final de semana, de sábado para domingo, uma dessas crises me bateu forte, fazendo que eu acordasse perto da meia-noite e ficasse acordado o resto do dia, domingo. Porém não foram horas desperdiçadas.
No sábado, no começo da tarde, aproveitei que minha mãe e meus avôs estavam presentes e resolvi rever alguns álbuns de fotografia antigas. É bom estar com os três porque eles têm memórias, ou construções de memórias diferentes, o que me permite, graças ao treinamento como historiador, criar uma narrativa mais “realista”.
E um dos álbuns me deparo com as fotos de um trabalho que fiz para a escola em 1998; a matéria era geografia e o tema era o impacto urbano da industrialização da cidade de São Paulo nos 1920 a 1940. Duvido que a professora tenha passado exatamente esse tema, mas uma das vantagens da distância temporal é retorcer tudo ao seu favor, como a gravidade.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Celebrando o Amor e o Casamento


Não tenho trejeito para o colunismo social, e acho que nem aqui é esse espaço, porém não tenho como “cobrir” um evento que me ocorreu sábado, e me levou à uma séria reflexão sobre o amor, relacionamentos e casamento.
Fui ao casamento de dois amigos muito queridos e amados, amigos de longa data e que tive o prazer de ver sua união sendo celebrada. Eles estão juntos, como namorados há mais de 10 anos. Durante esse período, eles tiveram seus percalços, seus problemas, suas desavenças. Eles podem ser fofos, mas ainda assim são humanos.

terça-feira, 6 de maio de 2014

Como assim Você É Ateu?

Como falei na minha crônica sobre ter depressão (leia aqui), eu sou ateu. Mas calma, sou uma boa pessoa. A ideia de escrever esse texto, que sempre esteve na minha cabeça, veio depois de algumas conversas com os pais dos meus alunos.
Não sei muito por qual motivo, a maioria dos pais dos meus alunos me questiona qual a minha religião. Acredito que pelo fato da religião fazer um grande papel na educação das pessoas, basta ver quantos colégios, escolas e universidades, têm alguma orientação religiosa.
A reação de quando falo sou ateu é quase sempre a mesma: espanto. Muitos deles confundem o fato de ser ateu, ou seja, negar ou não conceber a existência de um deus pessoal, com não ser católico, muitos me perguntam se eu sou evangélico, não sei o porquê. Alguns já me perguntaram se eu era judeu, mulçumano...
No senso comum, as pessoas tendem a confundir a religião com fé. Apesar de estarem bem próximas uma da outra, elas não são exclusivas uma da outra. Você pode ser cristão (fé) e não ser católico, protestante ou neopentecostal (religião).

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Diário de Bordo, Data Estelar 91934.68 (“Sim, Eu Tenho Depressão”)

A cena se repete, mais vezes do que gostaria, com outros elementos, com outros cenários, até com outros acontecimentos, porém o cerne da história é praticamente a mesma, por isso achei que dessa vez daria um texto, uma crônica, para ilustrar algo que levo preso à garganta.
Semana passada fui fazer uma entrevista de emprego em um colégio no Sacomã, bairro da região Sudeste da cidade de São Paulo, perto do Ipiranga e da Vila Prudente. A vaga era para ministrar aulas de sociologia, filosofia e história para turmas do 9º ano do Ensino Fundamental até o 3º ano do Ensino Médio, ou seja, seria responsável por uns 120 jovens ao todo.

terça-feira, 22 de abril de 2014

Era Para Ser Um Mosteiro, Mas Foi um Happening

No último domingo (20), Páscoa, eu e minha esposa, uma mulher muito espiritualizada mas não necessariamente religiosa, fomos assistir a missa no Mosteiro de São Bento, localizado bem no centro de São Paulo. Ela, foi por conta da alma; eu, por conta do canto gregoriano e por conta do concerto de órgão. Aliás, essa é uma ótima dica cultura para os paulistanos: todo domingo às 10:00 o mosteiro oficia missa com concerto de órgão e com canto gregoriano, é uma missa linda, alegre e leve.
Chegamos com mais de meia-hora de antecedência, e como de praxe, o mosteiro encontrava-se completamente lotado. Sigamos o mesmo roteiro e ficamos do lado esquerdo da nave, debaixo do órgão de pé.

terça-feira, 15 de abril de 2014

Sobre Palavras

Esses dias – ontem, para ser mais específico – fui dar aula, de matemática, pasmem!, para duas meninas do Colégio Santo Ivo, e como de costume eu me apresentei dizendo meu nome, minha idade, que elas poderiam me chamar pelo nome, que eu dava aula particular desde os 17 anos de idade e que era escritor, e que meu primeiro livro será lançado em breve.
Quando mencionei esse último fato para elas, prontamente entraram em choque, era como se tivessem visto um fantasma, um ser encantado. Eu me senti, sentado ali naquela sala de estar, como um unicórnio sendo devassado por exploradores que não deveriam ter tomado a segunda direita.

sexta-feira, 4 de abril de 2014

O Menino, o Homem e a Fé

A leitura, a vida, a cidade, tiraram um pouco da doçura e da simples felicidade; é o que concluo após rever algumas fotos de quando era uma criança pequena. Sem querer me gabar mas fui uma criança bem lindinha e graciosa, em algumas fotos eu mal me reconheço, apesar dos mais próximos insistirem em dizer que pouco mudei nessas três décadas. Dou-me o direito de discordar, todavia.
Divago para tentar chegar em um ponto: quando eu perdi a capacidade de acreditar em alguma coisa? Digo isso, afinal, desde que tenho a capacidade de problematizar meus atos, sempre os coloquei sob um prisma crítico, o que de certa forma me impede de crer em algo. Trocando em miúdos: desde que me entendo por gente eu sempre fui muito racional – apesar dos arroubos de protoromantismo durante a mocidade.
Com isso, apesar da formação católica que possuo – passei quase toda a minha vida escolar em um colégio dominicano – hoje me sinto incapaz de acreditar em qualquer coisa. Acreditar, para mim, é aceitar algum conceito, guardem essa palavra, sem questioná-lo nunca, seja de forma positiva, seja de forma negativa.