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quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Uma Jornada ao Coração da Loucura

Ler O Coração das Trevas, para quem gosta da boa literatura produzida nos últimos dois séculos, é quase que uma obrigação. E por que digo isso? Simples: sua história permanece mais do que atual, pois trata, paralelamente, de dois assuntos: o imperialismo europeu na África e da loucura do poder.
Nessas duas vertentes, nesses paralelos, ainda há muito frescor no clássico de Conrad, como a ganância dos países mais ricos perante a riqueza natural de países mais pobres, aliado a um processo civilizatório por detrás de um discurso econômico, onde é um “dever” dos mais “civilizados” levaram aos “selvagens” o seu modelo de civilização, não respeitando as características dos ditos “selvagens”, como formação e noção de estado, cultura, identificação cultural, entre outras coisas. Nem levando em conta se o não-civilizado quer se tornar civilizado.
Se olharmos a atual geopolítica mundial, além da África, sempre ela, onde mais podemos perceber isso com clareza: no Oriente Médio. O Ocidente tem enormes dificuldades de entender as instituições, identificações e modelos que ali repousam. Geralmente fazemos generalizações étnicas (árabes, curdos, turcos) e religiosas (mulçumanos, judeus e cristãos) para tratarmos do assunto. Mas o caldo cultural trespassa essas convenções. É um modelo que lhes é único, basta ver a força que grupo como Hamas, Al-Qaeda e o Estado Islâmico possuem na região. O Ocidente tende a achar que o mundo todo sofreu as consequências do Iluminismo e da Revolução Francesa, o que é de uma burrice tremenda.

segunda-feira, 14 de julho de 2014

A Velha Questão Palestina


Oi, pessoal, tudo beleza?
Como eu já havia dito, agora que acabou a Copa, assunto aliás que renderá uma série de posts, tanto sobre campo e bola como de outros assuntos, por aqui, volto à atividade normal do blog.
Para marcar essa retomada, que tal falarmos um pouco dessa nova escalada de violência entre israelenses e palestinos? Assunto que há anos vêm tomando conta das mentes mais preocupadas do mundo, em amplos aspectos.
Para começo de conversa, eu não gosto quando usam a expressão “judeus vs. palestinos”, há pra mim ai um problema semântico, afinal os judeus de hoje não formam um povo, formam sim uma cultura e uma religião. Qualquer tentativa de ligar as pessoas que vivem em Israel hoje com o antigo povo hebreu é uma falácia sem tamanho.