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terça-feira, 20 de maio de 2014

Mentalidade, Imaginário e a Longa História

O historiador francês, infelizmente recentemente morto, Jacques Le Goff ficou famoso por vários motivos, dois deles em termos metodológicos foram a promoção da história das mentalidades, e sua aproximação com a antropologia, e o conceito de duração histórica, principalmente os fatores de longa de duração. É dele, por exemplo, a análise que a Idade Média teria, de fato, terminado apenas depois da Revolução Francesa, porém ainda com resquícios em pleno século 20.
Em Heróis e maravilhas da Idade Média estão presentes todos esses conceitos, porém de forma reduzida, principalmente por conta que a maioria desses conceitos são explorados em outros livros de Le Goff, principalmente em O imaginário medieval. Então temos em mãos um livro que beira à divulgação científica.
Digo que beira, afinal a linguagem empregada é de rigor acadêmico, e os estudos apresentados, em quase todos os casos, são apresentados de forma minuciosa. É preciso lembrar que em nenhum momento Le Goff expõe seu arcabouço teórico, pelo menos não de forma clara e textual, assim sendo o livro passa a ser um meio termo entre um livro teórico e um livro de divulgação. É um bom texto para os bancos estudantis universitários e para professores se reciclarem.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Construindo o Imaginário

Como já disse anteriormente, sou graduando em História pela USP. Há um detalhe, todavia, que ainda não contei por aqui: durante os primeiros anos na faculdade eu detestava tudo, meus colegas, meus professores, o prédio, tudo; menos a biblioteca, que ainda é meu lugar favorito por lá. A verdade é que não tinha maturidade intelectual suficiente para aguentar o tranco que é estudar uma disciplina que envolve tantos outros conhecimentos para formar o seu próprio.
Tal situação durou até eu cursar a disciplina de Idade Média. Assim como o western e gibi de superherói, eu sempre fui fascinado pela mediavalidade. Foram poucos períodos na história ocidental onde o homem pode ser assim tão homem. Há algo de mágico nesse período. Por conta disso, acabei me tornando familiar com a obra do francês Jacques Le Goff.