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quinta-feira, 9 de abril de 2015

A Busca da Felicidade

Num desses dias, enquanto ministrava uma aula sobre o período colonial na América portuguesa, um aluno me perguntou porque eu lia tanto, para que isso servia, essas perguntas que acredito que qualquer professor já ouviu. Na minha cabeça, tinha tantas respostas para essa simples pergunta, que no final não tinha nenhuma.
Passei o resto do dia digerindo um pouco a pergunta, e suas possíveis respostas. Passei o resto do dia perguntando-me: por que eu leio tantos jornais? Por que eu estudo tanto? Acompanho pelo menos uns cinco portais na internet, tanto nacionais quanto estrangeiros, mais canais no YouTube, mais alguns blogs. Isso apenas para me manter, metafisicamente, atualizado sobre o que está acontecendo ao meu redor.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Diário de um Professor: A Angústia do Ensinar

O filósofo dinamarquês Soren Kierkegaard, que juntamente com Arthur Schopenhauer tem uma tremenda influência em mim, em seu magistral Begrebet Angest (O Conceito da Angústia) define o termo angst (livremente traduzido como angústia) como uma “uma antipatia simpática e uma simpatia antipática”, para ilustrar esse conceito ele utiliza a imagem de um homem à beira do abismo e a dualidade de desejos que ele possui: o desejo de preservar a vida e ao mesmo tempo o desejo de se atirar penhasco abaixo.
E o que isso tem a ver como o tema geral dessa sessão, que deveria tratar de pedagogia e do dia-a-dia de um professor/preceptor? Simples, todo professor sofre uma espécie de angústia, nos moldes do angst kierkegaardiano, do ensinar.