Mostrando postagens com marcador cotidiano. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador cotidiano. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

14.10.2016

Acordo,
Tomo um café meio amargo
meio aguado

Corro,
Sempre atrasado
a catraca me dá bom dia

Pendulo,
A cobra férrea corre
a alma à direção oposta

Transpiro,
Outro prédio
outra catraca

Leio,
Relatórios sem fim
onde está minha essência

Passa,
O dia passam as horas
isso é tudo sem sentido

Acaba,
Mais uma vez o túnel
sem luz sem esperança só quero respirar

Adentro,
O amigo me olha
sua saliva é um alento

Degluto,
Tristeza amarga
e desesperança tardia

Deito,
Não há sonhos possíveis
o sentidos se vão em cansaço tedioso

Acordo...

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Por Amor À Argumentação

Como todos sabemos, moro na região da Avenida Paulista e sabemos, mais ainda, que durante o final de semana que passou tivemos uma manifestação, todos têm direito a se manifestar em um estado de direitos, contra a eleição da presidente Dilma. Afinal vivemos, mesmo que ainda não percebam, em uma democracia frágil e ainda engatinhando. Vivemos aquele que um dia virá a ser a Idade de Ouro da nossa democracia. Ao áureo metal me refiro como questão histórica, não como governo(s), nosso tempo ainda vai ser lembrado como o tempo em que votamos para presidente, tiramos o mesmo do poder, elegemos um intelectual, um metalúrgico e uma ex-guerrilheira.
Não podemos perder o foco, por isso voltemos.

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Sim, Somos Corruptos


Na minha experiência como professor de português para estrangeiros, campo, aliás, cada vez mais amplo por aqui, eu tenho que explicar um monte de gírias e expressões idiomáticas para os estrangeiros que vivem no Brasil.
Algumas traduções são quase impossíveis, como “tomara que caia” e enfiar o pé na jaca”, porém outras são impossíveis mesmo, não por uma questão linguística, mas por uma questão de cultura.
Aquela mais óbvia, por vários motivos, é o tal “jeitinho brasileiro”. Tente explicar para um alemão ou para um escandinavo, e suas lógicas puras, o que é esse tal “jeitinho” que tudo resolve. Eu já passei por isso, e, acredite, não foi muito fácil...
Mas o que está no cerne, no âmago, dessa questão? Eu estou plenamente convencido que é a falta de comprometimento com as regulações e regulamentos vigentes, sempre tendo como ponto de vista de obter os melhores resultados para si. Ou seja, corrupção.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Celebrando o Amor e o Casamento


Não tenho trejeito para o colunismo social, e acho que nem aqui é esse espaço, porém não tenho como “cobrir” um evento que me ocorreu sábado, e me levou à uma séria reflexão sobre o amor, relacionamentos e casamento.
Fui ao casamento de dois amigos muito queridos e amados, amigos de longa data e que tive o prazer de ver sua união sendo celebrada. Eles estão juntos, como namorados há mais de 10 anos. Durante esse período, eles tiveram seus percalços, seus problemas, suas desavenças. Eles podem ser fofos, mas ainda assim são humanos.

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Diário de Bordo, Data Estelar 91934.68 (“Sim, Eu Tenho Depressão”)

A cena se repete, mais vezes do que gostaria, com outros elementos, com outros cenários, até com outros acontecimentos, porém o cerne da história é praticamente a mesma, por isso achei que dessa vez daria um texto, uma crônica, para ilustrar algo que levo preso à garganta.
Semana passada fui fazer uma entrevista de emprego em um colégio no Sacomã, bairro da região Sudeste da cidade de São Paulo, perto do Ipiranga e da Vila Prudente. A vaga era para ministrar aulas de sociologia, filosofia e história para turmas do 9º ano do Ensino Fundamental até o 3º ano do Ensino Médio, ou seja, seria responsável por uns 120 jovens ao todo.

quarta-feira, 26 de março de 2014

Sorriamos

Num desses domingos quaisquer, dia deveras ordinário o domingo, papai me ensinou um preceito budista; não que ele – muito respeito com ele! – seja alguma douta autoridade, em assuntos religiosos ou filosóficos, acredito inclusive que nem é muito muito do seu gosto ou feitio sair aconselhando as pessoas. Mas o tal preceito alegrou o tal do meu domingo: “Quando não tiver mais nada o que fazer ou pensar, sorria”. Fiquei matutando algumas horas, e ainda matuto, sobre tal preceito. Cheguei a uma conclusão: que deveria sorrir mais.
Confesso que não sou muito bom na arte do sorrir, pareço um tanto quanto bobo quando o faço, mas é uma grande alegria sorrir. Pense bem. Quando sorrimos das coisas mais bobas, banais, esses os são verdadeiros sorrisos e assim iluminamos nossas almas, trazemos uma alegria imensa para nossas almas. Quase sempre tolhemos nosso direito de sorrir, de gargalhar, de rir. Nos privamos da felicidade, da alegria, do prazer, do joie de vivre.