No último feriado, fiz algo que há 10 anos venho atrasando: fui para Porto Alegre, após dez anos. Dez longos e tenebrosos invernos.
A cidade tem um papel fundamental na minha vida, no meu estado de espírito, pois é o lugar aonde mais me sinto em casa, apesar de ter nascido em São Paulo. Não sei explicar, mas existe algo nas ruas da cidade que me completa, algo quase simbiótico. Para quem me conhece minimamente, sabe da importância que a urbe tem, foi lá que tive meus primeiros amores e desamores, criei uma verdadeira guilda de amigos, aprendi a ser feliz, a ser triste, etc. etc. etc. Porto Alegre me proporcionou uma verdadeira educação das afetividades.
Retornar depois de tantos anos, que no momento em que meus amigos me apanharam no Salgado Filho se tornaram ao mesmo um mísero instante e um infinito. Poeticamente, a década ausente durou uma batida do coração.
