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terça-feira, 11 de outubro de 2016

Diário de Bordo, Data Estelar 94370.17

Olho pra trás e, por mera comparação, sei que estou melhor, melhor em formas que nem sei expressar ao certo, hoje me sinto em paz comigo e com o mundo à minha volta, mesmo com os percalços no caminho, a maioria sem a mínima responsabilidade minha, posso, e isso é muito estranho para mim, que sou feliz. Claro, ser feliz é uma impossibilidade imperativa, e felicidade é uma construção emocional que não me é tangível, ainda escreverei melhor sobre o tema, mas estar feliz é sim possível, ainda mais o tipo de felicidade que me permito ter: uma leveza misturada com amor e ternura que nos move à frente.
Sim, é uma visão idílica.
Sim, é uma visão idealizada da felicidade.
Sim, é uma visão positivista e teleológica da felicidade.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Ano Novo no Retrovisor


(Criado durante a viagem de volta de uma festa de Réveillon em Franco da Rocha)
Voltando da festa e fui pego, invariavelmente, por um misto de nostalgia e esperança.
Não há, depois de festejar a chegada de um novo intervalo determinado de tempo, e escapar inapelavelmente desses sentimentos.
Me peguei a fazer listas sobre o ano recém-morto. E meu ano, infelizmente, não foi nem um pouco e, em muitos casos, nem um pouco aprazível.
Há um acalanto, entretanto, aqui: não vejo como 2015 pode ser pior que 2014. Se igual, já estou preparado para pior; se melhor, apenas benesses.
Chegada é a hora de, ainda preocupado com o retrovisor, da esperança renovar.
E, sem resignação, aguardar.


E o resto é vida que segue.

sábado, 6 de setembro de 2014

Diário de Bordo, Data Estelar 68148.1

Permita-me, leitor, divagar um pouco nesse texto. Partirei de uma premissa, e tentarei chegar à uma conclusão de ordem prática. Essa premissa primeira é uma pergunta, ao meio de várias turbulências e horas de uma melancolia que desperta com o simples farfalhar das asas de uma borboleta: eu ainda tenho esperança, seja ela qual for?
Claro que sim, não tenho porque desistir. Acredito que haja alguma redenção para mim, em alguma curva do destino, ou de uma dobra no tecido do espaço-tempo. E por que acredito, sendo cético, em algo tão vago e impreciso? Simples: no fundo, todo homem procura a felicidade, seja em si mesmo ou no exterior de si.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Diário de Bordo, Data Estelar 70023.9

Antes de tudo: a data estelar desse post faz referência não ao dia de hoje, mas sim a ontem, às 19:15.
E por que faz tal referência? Porque ontem, nesse horário, nasceu Luiza, primogênita do meu irmão mais velho, que durante muito eu fui seu mais velho, mais pela minha felina e insuperável capacidade de colocar sobre meus cuidados aqueles a quem amo profundamente.
Ela, que ainda é feita de material estelar e de sonhos, ainda não sabe muito sobre mim, me viu apenas uma vez em sua pequena vida. Ainda não sabe da minha condição de saúde, nem nada do gênero.
Porém espero que um dia ela, e o Feijão, filho vindoura da minha irmã caçula, além de Kaique e Yasmim, filhos dos meus cunhados por parte marital, entendam que neles está depositada, em fundos a perder de vista, um pouco da minha esperança.