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quinta-feira, 30 de abril de 2015

Nômade

Olho os prados à minha volta, os pássaros a cantarem
Regozijando-se em sua liberdade finita
Pertencem em determinado espaço
Em determinada liberdade
O poeta que em seu canto trôpego e sem fôlego
Apenas quer viver a beleza que vê e sente
Não é como os pássaros
Mesmo papéis e histórias lhe determinando
Sua geografia é incerta, imprecisa
Como o vagar duma canção boca afora
O poeta que sofre pelas dores de outrem
Nasceu mas vive sem raízes ou endereço
Sonha com uma Pasárgada que nunca existiu
Sonha pois nos sonhos está seu barro primordial

Um nômade é o poeta simplesmente.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Um Paulistano


OBS.: O texto que se seguirá é de cunho altamente ficcional, baseado na minha pura imaginação, qualquer semelhança com a realidade, fatos e pessoas, vivas ou mortas, é mera coincidência.

Meu bom leitor, proponho um exercício de criatividade hoje. Imaginemos uma pessoa nascida na capital do estado de São Paulo, mais ou menos nos anos 1980. Essa pessoa é oriunda de uma família estável, morou a vida inteira em um bairro de classe média típico, digamos o Jabaquara, educado em boas escolas, mesmo quando eram públicas, com muito esforço seu, e de seus pais, entrou na USP, conseguiu alguma independência financeira, no começo do entendimento da vida política tinha medo do PT, pelo fato de ser... o PT, tinha uma leve admiração pelo Mário Covas, influenciado pela mãe, principalmente.