Esses dias – ontem, para ser mais
específico – fui dar aula, de matemática, pasmem!, para duas meninas do Colégio
Santo Ivo, e como de costume eu me apresentei dizendo meu nome, minha idade,
que elas poderiam me chamar pelo nome, que eu dava aula particular desde os 17
anos de idade e que era escritor, e que meu primeiro livro será lançado em
breve.
Quando mencionei esse último fato
para elas, prontamente entraram em choque, era como se tivessem visto um
fantasma, um ser encantado. Eu me senti, sentado ali naquela sala de estar,
como um unicórnio sendo devassado por exploradores que não deveriam ter tomado
a segunda direita.
