Permita-me, leitor, divagar um
pouco nesse texto. Partirei de uma premissa, e tentarei chegar à uma conclusão
de ordem prática. Essa premissa primeira é uma pergunta, ao meio de várias
turbulências e horas de uma melancolia que desperta com o simples farfalhar das
asas de uma borboleta: eu ainda tenho esperança, seja ela qual for?
Claro que sim, não tenho porque
desistir. Acredito que haja alguma redenção para mim, em alguma curva do
destino, ou de uma dobra no tecido do espaço-tempo. E por que acredito, sendo
cético, em algo tão vago e impreciso? Simples: no fundo, todo homem procura a
felicidade, seja em si mesmo ou no exterior de si.