A intenção desse texto é
apresentar um breve e pequeno balanço sobre as eleições majoritárias desse ano.
Antes de mais nada, e que você saia me xingando ou qualquer coisa do tipo, acho
necessário abrir meu voto, então eis-los: Luciana Genro (primeiro turno para
presidente), Dilma Rousseff (segundo turno para presidente), Eduardo Suplicy
(senador), Alexandre Padilha (governador), Legenda do PSol (deputado estadual e
federal). Como podemos perceber, meus votos foram mais à esquerda, voltado para
um projeto mais progressista e com o viés de desenvolvimento social, não que eu
veja necessidade de justifica-los, ainda mais aqui.
Os dois votos mais difíceis para
mim foram para governador e no segundo turno presidencial. Segundo o primeiro,
a grande dificuldade era ter que escolher algum candidato de peso e força que
pudesse ao menos forçar um segundo turno, afinal o projeto tucano em São Paulo
sofre de certo comodismo e um senso de perpetuamento no poder; um segundo
turno, e uma expectativa real de perder o Palácio dos Bandeirantes fariam o
PSDB paulista fazer uma autocritica mais profunda; infelizmente não aconteceu,
acredito muito pelo fato do PMDB e do PT em São Paulo não terem se unido para o
pleito estadual, além do PSol ter lançado Gilberto Maringoni ao invés de
Vladimir Safatale para concorrer ao cargo (Safatale tem mais penetração com o
público médio, afinal ele tem colunas tanto na Folha de São Paulo quanto na
Carta Capital, além de carregar muitos votos por ser professor do instituto
mais politizado da USP).
