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quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Paixão e Razão

Um bom lugar para praticar a filosofia Heideggeriana
Se não me engano, e pode ser que esteja, foi o filósofo alemão Martim Heidegger que sentenciou que o fazer filosófico só pode ser operado quando o sujeito está livre das paixões, ou seja, para usarmos a razão de forma crítica, positiva e propositiva, é preciso estar com o espírito calmo, como um lago sem perturbações. Claro que os gregos, lá na Antiguidade, já haviam nos alertado sobre esse necessidade de paz interior para “pensarmos melhor”.
É preciso serenidade para filosofar.
Sou, podemos por assim dizer, uma pessoa racional, ou pelo menos tento; compactuo com o mestre alemão que a razão é melhor utilizada quando estamos serenos e afastamos as paixões do cerne do objeto ou problema a ser pensado.

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Da Imaginação ou A Busca da Reflexão Criativa

“A razão, por mais que grite, não pode negar que a imaginação estabeleceu no homem uma segunda natureza.”
Blaise Pascal

A nossa mente é constituída, não pelo ponto de vista biomédico ou neurológico, de dois campos distintos de apreensão e manipulação do saber: a Imaginação e a Razão . A primeira nos é inata e precisa ser estimulada para não definhar; já a segunda é artificial e precisa ser desenvolvida em um ciclo que tende ao infinito. Em ambos não há nenhum tipo de negação ao raciocínio, pois este é a natureza de ambos, pode-se assim concluir que a imaginação e a razão são categorias da mesma natureza. Como apresentarei em um ensaio no presente volume, a Essência do ser é múltipla e interior, já a Aparência é singular e exterior, ou sejam pode ocorrer mais de uma Aparência para uma Essência. O Saber é aqui aproximadamente nossa Essência, e a Imaginação e a Razão aparências daquelas. Em termos semânticos temos que a Razão e Imaginação são a mesma coisa, porém vem-a-ser outras. Agora que não há mais dúvidas em relação ao espaço, dedicar-me-ei à Imaginação, ou melhor, ao seu uso como método cognitivo em prol da solução de problemas, de qualquer natureza, sempre abordando um ponto de vista criativo.
A Imaginação é o campo da mente que se ocupa das categorias mais dinâmicas e não concatenadas, que não apresentam, necessariamente, uma relação de causa e consequência. No fundo tudo o que o Belo acaba por tocar faz parte da Imaginação; desse modo, muitas pessoas tendem a confundir, em termos conceituais, ela com a fantasia ou com algo irreal, porém uma realidade sem qualquer toque imaginativo torna-se assim opaca, sem força. Ela, todavia, não é nada além do que uma forma de raciocínio mais livre e sem as amarras do binômio causa-consequência. Da Imaginação, a Dialética passa a quilômetros, à deriva. Aqui é o reino do individual, do caráter mais individual do pensamento. Para ela existir é necessário, também, haver o fator da criatividade.