Desde sempre, tenho uma ligação
muito especial com o Natal. Mesmo sendo, como sabe-se, ateu. Minha ligação com
o Natal, e com o Ano Novo, é muito mais familiar do que espiritual; tento na
medida do possível não acreditar em nenhum tipo de misticismo, seja ele de
qualquer natureza. As Festas, em casa, sempre, ao menos no olhar da criança,
foram uma oportunidade momentânea de se enterrar a machadinha e reunir um grupo
de pessoas que compartilham ligações genéticas e sanguíneas, além das ligações
de afetividade. Se de fato tudo não passava de um jogo de cena, não estou
disposto a especular e nem explorar.
Resumindo: mesmo carregando
enormes críticas ao pensamento mágico e à ética do capital, eu gosto muito do
Natal.