A analogia é brega, cafona e
recauchutada, mas precisa: se São Paulo fosse um corpo humano, seu sistema
circulatório, as vias da cidade, está entupido. Em paulistanas terras, depois
de anos de descaso governista, vivemos um verdadeiro caos.
A cidade sofreu uma explosão
demográfica a partir dos anos 1950 com a industrialização brasileira, e desde
então não se parou mais para pensar sobre o planejamento urbano.
O que temos na cidade, hoje, é um
modelo que pode se tornar insustentável em breve. Aliás, vivemos um ponto de
flexão em São Paulo: estamos na verve de aprovar um novo Plano Diretor, que
determinará os rumos que a cidade vai tomar pelos próximos 20 anos.
