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quinta-feira, 17 de abril de 2014

Pelo Direito de Ouvir o que não Quer

Nos últimos dias, tem sido veiculado a notícia que Rachel Sheherazade, âncora e comentarista do Jornal do SBT, após os seus infelizes comentários sobre o jovem criminoso acorrentado por vigilantes no Rio de Janeiro, foi posta em “férias” e depois foi retirado o espaço para seus comentários durante o espaço do editais do telejornal.
Eu não compactuo de forma alguma com as opiniões e pontos de vista de Sheherazade. Não consigo concordar com essa ideologia de “bandido bom é bandido morto” ou que “prisão tem que ser ruim para o marginal pagar seus pecados”. Acredito nas causas sociais, ambientais e psicológicas do crime. Ou se trata-se todos os criminosos dessa forma, isso inclui você que paga uma cervejinha ou um café para o policial naquela blitz pós-balada na Vila Olímpia para ele não te enquadrar na Lei Seca, ou você que tira racha em qualquer avenida, ou seja, para qualquer um age contra a lei de alguma forma. Não é essa a definição de bandido e marginal?
Porém, mais do que ser contra as opiniões da Sheherazade, sou contra qualquer tipo de censura, seja ela oficial, ou seja, calcada nas bases da lei, ou velada, com ameaças e coerções. A censura é um dos aspectos mais repugnantes que pode existir em estados totalitários, pois fere dois direitos básicos do cidadão: o de expressão e o de informação.