Nos últimos dias, tem sido
veiculado a notícia que Rachel Sheherazade, âncora e comentarista do Jornal do
SBT, após os seus infelizes comentários sobre o jovem criminoso acorrentado por
vigilantes no Rio de Janeiro, foi posta em “férias” e depois foi retirado o
espaço para seus comentários durante o espaço do editais do telejornal.
Eu não compactuo de forma alguma com
as opiniões e pontos de vista de Sheherazade. Não consigo concordar com essa
ideologia de “bandido bom é bandido morto” ou que “prisão tem que ser ruim para
o marginal pagar seus pecados”. Acredito nas causas sociais, ambientais e
psicológicas do crime. Ou se trata-se todos os criminosos dessa forma, isso
inclui você que paga uma cervejinha ou um café para o policial naquela blitz
pós-balada na Vila Olímpia para ele não te enquadrar na Lei Seca, ou você que
tira racha em qualquer avenida, ou seja, para qualquer um age contra a lei de
alguma forma. Não é essa a definição de bandido e marginal?
Porém, mais do que ser contra as
opiniões da Sheherazade, sou contra qualquer tipo de censura, seja ela oficial,
ou seja, calcada nas bases da lei, ou velada, com ameaças e coerções. A censura
é um dos aspectos mais repugnantes que pode existir em estados totalitários,
pois fere dois direitos básicos do cidadão: o de expressão e o de informação.
